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domingo, 31 de dezembro de 2017

2017: um ano de ótimas viagens!!!

SOBRE O PRAZER DE VIAJAR

Viajar se tornou para mim uma necessidade. Descobri meio que tardiamente esse prazer em 2011, quando viajei pela primeira vez depois de três décadas para Fortaleza (CE). Uma resolução acertada para quem até então vivia para trabalhar, sem férias decentes. A vida passa, e esperar para curti-la depois da aposentadoria é a regra mais estúpida que se pode imaginar: como diria a atriz Betty Faria, "melhor idade é o cacete". Nem todos chegam aos 60, 65 com vigor. Portanto, o momento é agora. Um pouco de planejamento e mudança de velhos hábitos ajuda, e muito!

Este ano, apesar de muitos problemas para manter o orçamento em ordem (e quem não os tem? Só os bem nascidos, mas esta postagem não é para eles), consegui fazer três viagens sensacionais. Em janeiro, por conta de férias pendentes do ano passado, fomos de Fortaleza a Recife (PE), passando por Natal (RN) e João Pessoa (PB); em junho, em uma decisão de última hora e graças ao programa de pontos da Azul Linhas Aéreas (e a alguns dias de licença especial) fui a Fortaleza ciceronear um casal de amigos que nunca fora ao Ceará; e em setembro, aproveitando a Semana da Pátria e metade das minhas férias deste ano, o destino foi encantador: Minas Gerais, em uma rota que começou em Diamantina e terminou em Uberlândia, incluindo aí Cordisburgo, Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes, São João del-Rei e Araxá.

"Mas como você viaja tanto?". Costumo dizer que viajar não é para quem pode, é para quem quer. Tempo? Vejamos: trabalho no serviço público estadual, tenho férias certas que posso dividir durante o ano e programar de forma que rendam bastante (começando ou terminando perto de feriados/feriadões). Desse jeito, já determinando o período e o destino, começa a pesquisa por passagens aéreas. Nem sempre o valor mais baixo compensa: em primeiro lugar eu vejo a melhor rota (menor número de conexões ou escalas, menor tempo de espera na conexão. Há rotas com 70 escalas, 20 conexões e até 15 horas de espera nos aeroportos (o exagero é intencional). Além disso, aprendi que em geral quando se compra passagens com muita antecedência, é possível conseguir adquirir com um valor muito em conta (por exemplo: minha viagem a Foz do Iguaçu, no Paraná, ano passado, só foi possível porque em dado momento, depois de já haver decidido aproveitar um feriadão para conhecer o lugar, achei passagens com valor na metade do comum, como já narrei em outro post na época), mas isso requer muita pesquisa.

"E como você tem tanto dinheiro?". Quem disse que é preciso ser rico ou levar uma mala cheia de dinheiro? Para começar, como já disse antes, abrir mão de certos hábitos perfeitamente dispensáveis (muitas roupas novas, farra toda semana, pizza todo sábado ou domingo, comprar o novo lançamento de smartphone) ajuda bastante. Quando você limita seus gastos às despesas normais (contas, faturas de cartão), você cria uma margem de reserva bacana. No meu caso, minhas viagens não incluem noitadas, pois viajo para descansar e conhecer (ou revisitar) lugares. No máximo, uma noite numa lanchonete ou em um barzinho com música ao vivo. Aliado a isso há a ajuda do cartão de crédito, que deixo de utilizar um tempinho antes da viagem para liberar o máximo do limite possível para utilizar. E tem outro detalhe: saber onde comer ajuda a economizar bastante. Prefira os PFs aos restaurantes tradicionais com preços exorbitantes. Não é atestado de pobreza, é atestado de esperteza: a comida é praticamente a mesma, e nos restaurantes você paga o conforto luxuoso (claro, ir apenas uma vez não vai deixar ninguém na miséria em terra estranha).

"Ah, mas quando você volta o cartão de crédito está estourado". Não é bem assim: existe uma coisa chamada PARCELAMENTO na maioria dos lugares de venda de lembranças. Também não é mania de pobre. Deixe esse conceito para os esbanjadores.

"E os gastos com a hospedagem?". Bom, não sou fã de hostels nem de estabelecimentos em lugares badalados. Sempre acertei na hospedagem  (exceto em uma ocasião, na minha primeira viagem ao Rio de Janeiro em 2014, mas é uma história que prefiro esquecer), e o PARCELAMENTO ajuda muito!

OS NOVOS DESTINOS DO ANO!

Foram nove destinos este ano, entre eles os preferidos do Nordeste. As exceções ficam com João Pessoa (onde eu só passara um final de semana em 2013) e Recife (primeira vez na cidade), nossos destinos depois de Fortaleza e Natal. A capital da Paraíba é uma cidade tranquila, muito agradável, uma metrópole emergente com ares pacatos de cidade interiorana em alguns lugares. Dona de uma orla magnífica, Jampa faz justiça a quem lhe elogia. De lá fomos passear em Cabedelo, onde há as ruínas da fortaleza dos tempos do Império, e nas praias do Amor e de Coqueirinho (esta última a minha preferida, com sua enseada tranquila e belíssima, agora dotada de uma boa infraestrutura e pista de acesso arrumada).

Recife foi uma surpresa agradável. Cidade grande, bonita, com um Centro Histórico fantástico e um trânsito não tão caótico como imaginei que seria. Ficamos em Boa Viagem, perto da praia, onde admiramos um luar fantástico! Dali fomos conhecer outros lugares quase num ritmo acelerado, pois só tínhamos quatro dias antes de voltarmos a Manaus no dia 18 de janeiro. Fomos então a Olinda, bem ao lado, a Porto de Galinhas (muito bonito mesmo), a Caruaru (adorei o local que concentra os artesãos) e ao museu do Instituto Ricardo Brennand, um apanhado fantástico de pinturas, esculturas e objetos diversos, duplicados ou originais. Uma viagem no tempo imperdível!

Outro destino novo acabou me conquistando pela beleza dos lugares, pelo clima agradável, pela culinária divina e, sobretudo, pela simpatia do seu povo: Minas Gerais. Dia 5 de setembro embarcamos rumo a Belo Horizonte, uma viagem um tanto cansativa com uma conexão no Galeão (Rio de Janeiro). Em nossa chegada, como já havia definido no roteiro, fomos almoçar em Lagoa Santa, perto do aeroporto de Confins, antes de entrar no hotel Confins Aeroporto. Foi um pernoite necessário para um merecido descanso. Dali, na manhã seguinte, começou a viagem propriamente dita, quando seguimos rumo a Diamantina, lugar que fazia questão de conhecer. Antes, fizemos uma paradinha em Cordisburgo, no caminho para lá, cidade do escritor Guimarães Rosa onde visitamos o museu criado na casa onde ele viveu e o portal que retrata os jagunços de sua obra máxima, "Grande sertão: veredas".

Assim começou nosso roteiro, que posso resumir assim:

- em Diamantina, conhecemos a casa onde nasceu o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, a casa de Chica da Silva (por um golpe de sorte a encontramos aberta, já que estava, segundo a antipática funcionária que abordamos, fechada para reforma), o parque do Biribiri, onde fica a antiga vila de Biribiri, hoje funcionando apenas como ponto turístico, o casario antigo e lindo da cidade e o Parque Estadual do Rio Preto;

- seguimos para Belo Horizonte, onde em dois dias conhecemos o famoso Parque da Pampulha, o Mirante do Mangabeiras, a praça do Papa e outros locais bacanas nos arredores do bairro Funcionários, onde ficamos hospedados;

- depois de BH, foi a vez de Ouro Preto. Ah, cidade deliciosa!!!! Tudo ali é História, cada canto, cada prédio. Fiquei apaixonado mesmo por aquele lugar. O friozinho da noite (maior do que o que sentimos em Diamantina e BH) foi uma atração à parte para dois amazonenses que sobrevivem no calor amazônico. Dali fizemos um "estica" até Congonhas e Mariana;

- o destino seguinte foi São João del-Rey. Outra cidade maravilhosa, bonita, simpática, onde o antigo contrasta com o moderno. De lá fomos ainda dar uma volta em Tiradentes;

- próxima parada: Araxá. Bonita, muito bem cuidada, a cidade da lendária Dona Beija (ou Beja) é charmosa, tranquila  e preserva com competência sua história. Conheci o Memorial de Araxá e fiquei encantado! Os sabonetes Nur, feitos com a lama da fonte da personagem histórica (aberta para visitação gratuita), e os doces Dona Joaninha (cada um mais delicioso que o outro) completaram a paixão. O único porém foi não termos conhecido a Casa de Dona Beja, fechada para reformas até 2019, e o Parque do Cristo, de onde se tem uma vista linda de Araxá, pois, embora já revitalizado, só iria ser reaberto pela prefeitura no final do ano (santa sacanagem, Batman); e

- finalmente, chegamos a Uberlândia, ponto final da viagem. Cidade grande, quase uma metrópole, mas com aquele mesmo clima agradável das antecessoras. Como foi uma passagem corrida para visitar nossa amiga Patrícia Martins (a quem havíamos conhecido em Ilhéus, em 2014), só pudemos mesmo ir ao Parque do Sabiá (delicioso para caminhadas) e alguns lugares da área do Centro, onde ficamos hospedados.

Enfim, Minas Gerais conquistou meu coração e espero retornar, talvez em 2019, para revisitar lugares e  conhecer novos, como São Thomé das Letras e Monte Verde. Mas, para 2018, os destinos já estão traçados: um retorno a Santa Catarina (Joinville-Blumenau-Balneário Camboriú-Florianópolis) e nossa primeira ida ao Rio Grande do Sul (Gramado-Ijuí/Missões-Porto Alegre). Ano que vem haverá mais histórias para contar!

Feliz 2018!!!!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Meus dias de fortalezense

Cheguei a Fortaleza na madrugada de 5 de setembro para 30 dias de descanso. Para muitos, um período muito longo de viagem, mas diante de um nível de estresse como nunca havia tido antes, foi um intervalo bem adequado. Enfim, estou de volta a Manaus, não antes sem registrar minhas impressões por essa passagem pela capital cearense.

Ano passado, passei 15 dias em Fortaleza e cinco em Natal. Dessa vez os 30 dias somente na capital do Ceará possibilitaram explorá-la melhor e conhecer outras maravilhas naturais cearenses – algumas que eu já conhecia (Cumbuco e Morro Branco) e outras descobertas (Lagoinha, Icaraí, Tabuba e Jericoacoara), restando ainda muito a ser conhecido em futura oportunidade.

Fortaleza, pelo que vi nesta segunda viagem, não se resume apenas à Praia do Futuro, a bares e baladas. Tive a oportunidade de viver como fortalezense e descobrir outros encantos dessa metrópole nordestina.

A capital do Ceará, com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, é bem servida de transporte coletivo, pelo menos comparada com Manaus. Em Montese, bairro onde fiquei instalado, várias linhas seguem para o Centro da cidade, onde ficam vários pontos históricos e culturais, como o Centro Dragão do Mar. A passagem, neste mês, é R$ 2,00, sendo R$ 1,40 aos domingos (como era em Manaus antes que o atual (e graças a Deus, futuro ex) prefeito tirasse esse benefício da população).

De Montese para o Centro, a viagem de ônibus não leva mais do que 10 minutos. Esse bairro é estratégico: fica bem pertinho do aeroporto e da rodoviária Engenheiro João Tomé, no bairro de Fátima (para esta, dava até para ir caminhando, e pelo atalho que achamos a caminhada durava aproximadamente 20 minutinhos). Só fica longe da Praia do Futuro, mas para economizar dinheiro com corridas de táxi (em média R$ 40 na bandeira 1) para chegar lá, resolvemos aprender a andar de ônibus na cidade.

Usar o transporte coletivo de Fortaleza, ao contrário do que eu imaginava, é muito fácil. O sistema viário da cidade possui grandes avenidas que ligam praticamente todos os extremos e por onde os coletivos circulam: Borges de Melo, Expedicionários, Domingos Olímpio, Santos Dumont, Pontes Vieira e Barão de Studart, só para citar algumas das principais. Basta entrar no site Fortalbus (www.fortalbus.com.br) que é possível ver o mapa de todas as linhas.

De Montese para a Praia do Futuro, em vez de gastarmos R$ 70 na ida e na volta de táxi (ou R$ 30 na corrida com nosso taxista gente boa Falcão por trecho), gastamos somente R$ 2 de Montese para o terminal no bairro do Papicu, onde duas linhas levam em poucos minutos à avenida Dioguinho, já na Praia do Futuro. Ali, nos tornamos clientes fieis da barraca Saturno Beach, onde há guarda-volumes com chaves que ficam em poder dos frequentadores, os preços são bons e ainda tem promoção.

Além das praias, Fortaleza tem a avenida Beira Mar, que vai de Iracema a Mucuripe, como ponto obrigatório de visita. Há barracas para todos os gostos, algumas na beira do mar, onde ainda é possível tomar banho, e a feira de artesanato a partir das 17h30. Também há os famosos shows de humor todas as noites com divertidos artistas locais. Uma questão importante é a alimentação. Pesquisando bastante você encontra boa comida por ótimos preços. Na Barraca do Dedé, no Meireles, você e seu acompanhante comem muito bem uma carne de sol destrinchada por R$ 15, com baião de dois, batata frita (ou macaxeira), farofa e salada. A variação dos preços atinge até o coco gelado: o mais barato que achamos custava R$ 1,50; o mais caro, R$ 2,50.

A parte cultural de Fortaleza é muito bacana! Além do Centro Cultural Dragão do Mar, que reúne maravilhas artísticas locais em todas as áreas, conhecer vários logradouros da cidade vale a pena, como a Praça do Ferreira, cercada por alguns prédios antigos e bem conservados (sobreviventes das pichações que imperam por todo lugar); a Praça dos Leões, onde há uma estátua da escritora cearense Rachel de Queiroz sentada em um dos bancos; e a Praça dos Mártires, em frente à Santa Casa de Misericórdia e perto do Mercado Central, esta última contendo um baobá em uma de suas entradas. Todas essas ficam no Centro.

Este ano consegui finalmente conhecer o Teatro José de Alencar e o Museu do Ceará. O primeiro é lindo e impressionante, mas infelizmente é alvo do descaso com o patrimônio histórico, pois já apresenta sinais de degradação que, se não tratados logo, ficarão em um estado irreparável. O teatro tem histórias bacanas, como o fato de que a classe mais abastada ficava nas frisas, enquanto ao populacho cabia a plateia, papel que com o tempo se inverteu. Ainda vemos pinturas retratando as principais obras do escritor. É uma viagem no tempo muito legal. Guias estão disponíveis para passar todas essas informações ao turista. Há horários para visitação, ao custo de apenas R$ 2 por pessoa.

No Museu do Ceará, ao lado da Praça dos Leões, é possível reviver a história do Estado por meio de objetos, quadros e jornais antigos. Vemos, por exemplo, cédulas e moedas antigas, espingardas que pertenceram a cangaceiros, o punhal de Virgulino Ferreira, o Lampião, objetos dos tempos da escravidão, imagens do Padre Cícero e obras originais de Rachel de Queiroz. Enfim, outra viagem no tempo que vale muito a pena!!!

Fortaleza também possui sua reserva ecológica, o Parque do Rio Cocó, localizado no bairro do Cocó e de fácil acesso. A caminhada pela trilha principal e outras secundárias é maravilhosa, dando a impressão de que você saiu da cidade (só o que nos tira da ilusão é a quantidade de edifícios que cercam o local e o som do trânsito que fica mais alto quanto mais se aproxima o fim da trilha). Há aves e outros animais na reserva, mas no dia de nosso passeio eles aparentemente resolveram se esconder. Paciência! Para quem tem receios quanto à segurança, o parque tem policiais na entrada e em diversos trechos da trilha, ou passando constantemente em bicicletas. E o melhor de tudo é que os passeios são gratuitos, mas há os pagos, representados por passeios de barco a serem agendados com a administração (ainda não foi dessa vez que encarei um desses).

Segurança, aliás, é algo a ser bem pensado, mas não só em Fortaleza. A criminalidade é geral, atinge toda e qualquer cidade grande. Mas algumas medidas podem ajudar a evitar problemas. Nas praias, por exemplo, prefira lugares que ofereçam os guarda-volumes (não vá pelo oba-oba ou pela “tradição”), jamais deixe seus objetos sobre as mesas (há muitos espertalhões disfarçados de vendedores) e evite contar dinheiro em público. Para melhor aproveitar, vá à praia de segunda a sábado. Nesses dias, o movimento é menor, restrito mais a turistas. Reserve o domingo para caminhar na Beira-Mar ou mesmo visitar outros lugares.

Em qualquer lugar que você vá no Centro, peça informações de camelôs ou trabalhadores do comércio. Eles irão lhe dar informações mais confiáveis. Infelizmente há muitos vagabundos disfarçados de coitadinhos. Fora da capital, só faça passeios de bugue com bugueiros ligados à associação local. Nada de aventureiros, para sua própria segurança.

Então, esses dias em Fortaleza mostraram que é possível viajar com economia. Basta não querer fazer luxo. O turista que melhor aproveita e menos tem gastos inúteis é aquele que se propõe a aventurar – com segurança, claro!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hora de voltar ao estresse!

Dos 30 dias de férias que terminam no próximo dia 5 de julho, 20 dediquei a conhecer as belezas do Nordeste, especificamente Ceará e Rio Grande do Norte. Experiência maravilhosa que veio em boa hora. Um resumo desses passeios magníficos coloquei em posts neste blog. As mais de 200 fotos estão disponiveis no meu Orkut.

Sempre há um lado negativo em tudo, claro. E o que posso classificar assim, que vi nos dois Estados, é o mesmo que vejo aqui no Amazonas e, com precisa certeza, em qualquer lugar deste maravilhoso Brasil. Infelizmente, em todos os cantos não há conscientização de muita gente com as belezas da Natureza. Nas praias dos litorais cearense e potiguar, há latas de cerveja jogadas, restos de cigarro, garrafas, sacos plásticos... resíduos de comportamento porco de quem acha que os recursos naturais nunca irão acabar um dia, mostras de criminosos ambientais. Tanto são pessoas do lugar quanto turistas. Não há como distinguir. Apenas que são seres humanos sem consideração com as maravilhas com que Deus nos presenteou.

Há esforços para corrigir isso em muitos lugares, porém muitas vezes em vão. Em Canoa Quebrada, por exemplo, e na Praia do Futuro, em Fortaleza, garis catam a sujeira deixada por bêbados e porcalhões. Mas todo dia tem mais e mais. Em Morro Branco, ainda no Ceará, encontramos sacos plásticos nas praias, trazidos pelo oceano. Nas falésias, há quem rabisque seu nome, estragando o trabalho da Natureza. Fora os preservativos usados, encontrados aqui e acolá.

Na praia de Ponta Negra, em Natal, o desgaste provocado pela movimentação de pessoas ameaça o Morro do Careca. Em outras praias, tanto do litoral sul quanto do norte, a situação é similar, a ponto de as autoridades haverem proibido a subida e descida de pessoas. Mesmo assim, em qualquer lugar foi possível ver um grupo de ignorantes contrariar a ordem. Quando sofrerem as consequências - ou seus filhos ou qualquer de sua geração por vir -, quero saber em quem vão querer jogar a culpa.

Para encerrar meus passeios com chave de ouro nessas férias, ao chegar a Manaus fui passar um dia nas cachoeiras de Presidente Figueiredo. Na corredeira do Urubuí, os mesmos rastros da estupidez: latas de cerveja, roupas íntimas, preservativos e outras porcarias jogadas pelo caminho. E os pobres garis catando, deixando até algumas coisas passarem desapercebidas. É o instinto humano da destruição sem motivos.

Notadamente em relação a Natal e Fortaleza, a parte crítica fica por conta das situações similares a Manaus - trânsito caótico (em Natal, na região oeste da cidade, principalmente), Centro abandonado, pichações em prédios públicos e particulares. Coisas normais de cidades que cresceram sem muito planejamento.

Agora posso voltar ao trabalho, merecidamente descansado e já estressado com a babaquice humana. E posso dar boas vindas ao estresse, aos vizinhos mal educados que colocam som alto como se fossem os donos do mundo, ao trânsito maluco, ao calor terrível de Manaus. Valeu mesmo a pena!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Diário de viagem: Fortaleza - última semana de passeios e saudades

Estamos novamente em Fortaleza, a 24 horas, praticamente, de embarcar de volta para Manaus após 20 dias de delicioso descanso no maravilhoso Nordeste brasileiro. Pena que não houve como irmos a outros lugares, como João Pessoa, como pretendi inicialmente. Fica para a próxima viagem, ano que vem, se Deus permitir.





Em Fortaleza, visitamos alguns dos locais badalados: Praia de Iracema, com seus bares e restaurantes bacanas ao redor do Centro Cultural Dragão do Mar, o Mercado Central e a linda e impressionante catedral. Como a cidade é agitada! Barulho de carro pra todo lado, motoristas fazendo manobras arriscadas, estacionamentos irregulares... enfim, tudo o que uma metrópole tem.









Agora, na rota das praias, depois de matar a saudade da Praia do Futuro no domingo, durante a semana conhecemos a Prainha na terça feira, 21, onde passeamos pelas dunas de buggy até um lago, e pernoitamos no dia seguinte em Morro Branco/Praia das Fontes, onde também há as belas falésias de Beberibe, de onde os artesãos locais tiram as areias coloridas para fazer seus lindos trabalhos. Inclusive vi uma artesã trabalhando e já arrematei o vaso!!! As falésias são um espetáculo da natureza, moldadas por Deus, praticamente. Lá de cima, a visão das praias e do oceano é de emocionar!!!!



Por todo lugar que visitamos encontramos artesanato e mais artesanato, cada coisa linda de ver e irresistível para comprar. O Nordeste é uma região realmente maravilhosa. Meu próximo roteiro deverá incluir de João Pessoa a Maceió, e meus planos de viagem irão começar agora!

Até a volta, meu Nordeste maravilhoso de pessoas maravilhosas!!!

sábado, 11 de junho de 2011

Diário de viagem - Fortaleza: Caucaia, Cumbuco e, de novo, Praia do Futuro



Caucaia é um município limítrofe de Fortaleza, muito pacato e pitoresco. Lá tem uma das mais belas praias da região: Cumbuco. Fica a apenas uma hora de ônibus em linha normal a partir do Centro de Fortaleza, com passagem a R$ 2,50. Foi lá meu novo passeio, em 09/06/2011.

Cumbuco tem ondas calmas e praia extensa, com diversos hoteis, pousadas e restaurantes na orla. Foi lá que finalmente comi o genuíno camarão ao alho e óleo (DELICIOSO!). O sol brilha intensamente, o vento que vem do mar é uma beleza e os preços são bem acessíveis. Valeu muito a pena rodar no ônibus.





11/06/2011 - Faltando horas para embarcarmos para Natal, nos aventuramos bem cedo para a Praia do Futuro, no point eleito por nós, o Saturno Beach. Hoje, em especial, as ondas estavam fantásticas, com o mar bem agitado. Sol tinindo, finalmente consegui fazer sumir a palidez do meu corpo. Ainda conheci o seu Jotabê, escritor de literatura de cordel, de quem comprei ainda cinco livretos, comi camarão cozido no vapor (DELICIOSO!) e bolinho de peixe. Depois foi só voltar, descansar, arrumar as malas e nos preparar para embarcar na nova aventura em Natal (RN). Isso já fica para o próximo post!


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Diário de viagem - Fortaleza: uma volta por Meireles


Quinta feira, 9 de junho: programa light hoje, mas quase prejudicado. Um almoço no Iguatemi Fortaleza seria seguido por um passeio nas trilhas da Reserva do Cocó, uma área verde em plena selva de pedra da capital cearense, ou no mar em um veleiro. Nem um, nem outro. Nossas amigas ficaram "presas" dentro de lojas do shopping atrás de roupas e o tempo passou, passou e nada. Mas, ao final de tudo, ganhamos muito com um passeio pela avenida Beira Mar na altura do bairro Meireles, que seria um equivalente dos luxuosos condomínios da Ponta Negra em Manaus. 



No calçadão, moradores locais e turistas se misturam em caminhadas agradáveis que nunca cansam por conta da beleza do por do sol e da brisa que sopra do oceano. Uma verdadeira avenida do sossego, apesar do som do tráfego na hora do rush. Valeu muito a pena.


À noite, uma voltinha pelo Bixiga concluiu a programação.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Diário de viagem - Fortaleza: calor e encantos na medida certa

Depois de 32 anos, viajo novamente a Fortaleza (CE) para merecidas férias. Serão três semanas de passeio, entrecortadas por uma semana para conhecer Natal (RN). Com meu amigo Luiz, estou no apartamento de meu irmão, no bairro Montese, Chácara Paraíso, onde antes existia uma chácara da família Jereissati. Pertinho do aeroporto e da rodoviária, mas distante das praias e do Centro. Nada que uma corrida de táxi ou um passeio de ônibus ou van não resolva.

Chegamos na manhã de domingo, 5 de junho. Minha prima Elaneide (prima de enésimo grau, devo acrescentar) nos pegou no aeroporto e tem sido, dentro do tempo que lhe permite, nossa guia turística. Quando não, nos viramos como podemos. Um táxi para a Praia do Futuro, a partir de Montese, saiu por módicos R$ 26. E olha que é uma distância considerável para a melhor praia da orla de Fortaleza. Ainda não utilizamos os ônibus, mas pelo que vimos a qualidade do transporte dá um baile naquela novela de Manaus, aliado a um sistema viário eficiente com muitas ruas largas e sinalização. Claro, há os motoristas retardados que querem fazer retorno em local proibido, estacionam de forma a empatar a passagem de outros condutores, enfim, é um mal típico de Brasil: a falta de educação no trânsito. Aqui devem em breve ser adotadas medidas drásticas como as que foram tomadas em Manaus: fechamento de cruzamentos. Mas ainda assim, a impressão é de que o trânsito aqui, apesar disso tudo, flui, não trava, como em nossa cidade.

Voltando ao passeio: depois de dormirmos bem para nos recuperarmos de uma noite insone a bordo do avião da TAM (com direito a roncos e flatulências de uma passageira do assento em frente ao nosso), estávamos prontos para Fortaleza. Primeiro reconhecemos a área próxima para saber onde fazer lanches e refeições, onde ficam os supermercados (o Extra é o mais próximo, enorme!), quais ruas evitar etc. À noite, Elaneide nos levou para conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar e a um aniversário de uma amiga num bar chamado Americano's, no bairro Papicu. Muito bom, por sinal, apesar de o pessoal não ser muito animado para dançar ali (pelo menos naquela noite). Tudo muito bom!!!!



Segunda feira, 6 de junho: seguindo uma dica da Elaneide, fomos à rodoviária para pegar um ônibus para Canoa Quebrada. Chegamos ao local às 12h30, só para saber q o próximo ônibus sairia 13h30 e levaria 3 horas para chegar ao destino. Desistimos e fomos para a Praia do Futuro com um taxista chamado Falcão, que já se tornou nosso taxista oficial. Ali foi o deleite: ver aquele oceano enorme, ventos deliciosos, tranquilidade... Ficamos na barraca Saturno Beach, que oferecia guarda volumes gratuito. Tudo muito bom! Ficamos lá até 17h30, quando Falcão veio nos buscar.



Terça feira, 7 de junho: finalmente fomos a Canoa Quebrada, pegando o ônibus das 8h30. A viagem é cansativa, porque apesar da distância relativamente pequena (cerca de 120km), há muitas paradas em outras cidades, como  Beberibe, Fortim e Aracati. Mas, enfim, chegamos, conhecemos a praia, tiramos mais e mais fotos, tomamos banho de mar, passeamos de jangada (apesar da minha resistência, pois tenho medo de ficar em alto mar e medo de tubarões, mesmo sendo tranquilizado pelo pessoal da praia), conhecemos a vila, subimos as dunas na entrada do lugar, apreciamos a bela paisagem e voltamos para Fortaleza sabendo que, na volta de Natal, estaríamos de novo indo a Canoa Quebrada, dessa vez para pernoitar. Desisti de ir a Jericoacoara, pois a viagem até lá dura oito horas!!!! Se em três eu quase morri, avalie em oito!!!!



Quarta feira, 8 de junho: a voltagem de 220 V na energia de Fortaleza nos deixou inseguros para carregar meu netbook e a câmera fotográfica do Luiz, pois os cabos tinham a marca de 125 V, mas um rapaz de uma loja de acessórios eletrônicos perto da rodoviária nos tranquilizou, pois os adaptadores dos dois equipamentos aceitava as duas voltagens. Só então começamos a passar nossas fotos para o Facebook e Orkut (e por essa razão só estou escrevendo hoje no blog). Voltamos à Praia do Futuro com Elaneide (onde teve um incidente em que trancaram o Luiz no banheiro masculino e foi uma luta até ele ser ouvido), passeamos na avenida Beira Mar, tiramos mais fotos dali e na estátua de Iracema. Iríamos à noite para um lugar chamado "Engarrafamento", mas, moídos pelo cansaço, acabamos dormindo.

Temos até sábado para aproveitar mais, porque estaremos indo para Natal. Lá ficaremos em um bairro chamado Capim Macio, na casa da tia do Luiz, que não é tão distante da melhor praia da capital potiguar, Ponta Negra. Minha ideia inicial era tirar dois dias para ir a João Pessoa (PB), mas três horas de ônibus não dá, e avião, a essa altura do campeonato, é loucura, pois os preços estão lá em cima.

Então, até o próximo post das férias da minha vida!!!!

SÉRIES: "The boys" (2019-2026)

 Imagine uma versão do Super Homem ou da Mulher Maravilha que fogem totalmente ao modelo já criado nos quadrinhos e nos desenhos, filmes e s...