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sábado, 14 de setembro de 2019

VIAGEM: De São Luís (MA) a Teresina (PI) em 13 dias - parte 4 (final)


No dia 31 de agosto, despedi-me de Dulcy na rodoviária de Parnaíba e embarquei no ônibus do expresso Guanabara com destino a Teresina, último ponto de minha viagem. Confesso que foi a primeira vez que viajei em um ônibus daquele tipo, com dois andares, e foi uma experiência muito legal, somado ao fato de eu ter podido comprar o bilhete pela internet e sem necessidade de ter um voucher para trocar pelo tíquete no guichê da transportadora, como em outras viagens rodoviárias que fiz (Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ano passado, e Ceará, este ano). Nota MIL para a empresa Guanabara.

A viagem estava prevista para durar seis horas, com paradas em algumas cidades, como Piripiri (perto de Sete Cidades, o ponto turístico do qual abdicara conhecer desta vez para me programar melhor para conhecer em breve). Entretanto, foram menos de cinco horas e meia até chegar à rodoviária de Teresina. Como já haviam me dito antes, uma cidade bastante quente, mas tanto quanto Manaus, de forma que não estranhei nada o clima. Na minha capital é a mesma coisa... Então, o que se fala da capital do Piauí é muita lorota.

Em Teresina fiquei hospedado na Pousada Executiva, encontrada pelo Booking, e foi uma ótima escolha. Ela fica localizada no Centro, perto da parte histórica da cidade, e é bem simples, mas qualquer coisa que porventura falte é compensada pela simpatia e pela disposição em ajudar da Erinalda Trindade, responsável pelo estabelecimento. Testemunhei sua boa vontade em hospedar pessoas que haviam chegado muito cedo assim que os quartos estivessem prontos, sem precisar aguardar o famigerado horário de check-in (em João Pessoa, na primeira vez em que fui, tive que ficar enrolando pelas proximidades do hotel onde fiquei porque, mesmo o quarto estando pronto, só poderia entrar no horário certo. Por mais Erinaldas neste mundo da hotelaria!).

Antes da viagem, havia procurado por atrativos em Teresina, lugares de interesse turístico. Realmente são poucos, mas por serem pouco divulgados, tenho que reconhecer. A cidade se divide entre rios, é basicamente movimentada por turismo de eventos e não tem balneários (pelo menos, não tomei conhecimento), mas tem sua parte histórica e lugares bem atraentes para conhecer!

Ao chegar à pousada, passei pelo mesmo problema de minha chegada a Parnaíba: não havia lugares abertos àquela hora nas proximidades para almoçar (num sábado, 15h são como 19h no decorrer da semana). A solução foi recorrer ao shopping Rio Poty, muito movimentado e não muito longe do Centro. Tive que me contentar com um almoço muito ruim no Giraffa´s (francamente, nem de longe lembrava aquela refeição deliciosa que costumavam servir antes: feijão sem sal, carne sem gosto e sabrecada, e tudo frio. Mas serviu pra apaziguar o demônio da fome).










No mesmo dia começou meu passeio, ao sair do shopping. Não muito distante fica o Parque da Cidadania, ponto de encontro de muitos jovens e adultos, com um bonito lago, boa arborização e muita paz. Só o banheiro que é meio sinistro (o masculino, pelo menos): tudo sujo e pichado. Parecia um cenário do filme "O mistério de Candyman".

No limite do parque fica também a antiga estação ferroviária de Teresina, bem preservada e onde funciona hoje uma das secretarias de governo do Piauí (não recordo agora qual). Pude fazer bons registros dessa área. Não voltei para a pousada de mãos abanando: ainda no shopping achei um quiosque onde comprei petiscos de carne de sol (delicioso!), ambrosia (que no Nordeste chamam de "leite caroçudo"), geleia de bacuri (do qual havia tomado suco em Barreirinhas, mas como tinha leite ficou com gosto igual ao de graviola) e doce de leite com castanha. Hora de descansar da viagem e da pernada (o joelho ainda dava sinais de querer sacanear minha diversão).

No domingo, 1º de setembro, meu plano foi conhecer parte do Centro Histórico, seguir para o Parque Encontro dos Rios, o Pólo Cerâmico do Poty Velho e terminar no mirante da Ponte Estaiada, sobre o rio Poti, que liga os bairros Fátima e Morro da Esperança. Segui tudo à risca.

Meu primeiro ponto de parada foi o Museu do Piauí, depois de uma passada pela frente do Teatro Quatro de Setembro (estava fechado por conta de um evento). O museu só não abre às segundas-feiras, o que para mim foi uma maravilha. São dois andares com muito da história do Piauí, entre quadros, objetos antigos e vestes. Paguei uma taxa de 5 reais apenas.

Perto do museu fica a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em cuja calçada está a representação do Marco Zero de Teresina. Dali segui no rumo do Mercado Municipal, com muitas coisas sortidas entre alimentos e objetos de utilidade (até pentes finos achei por lá!). Depois segui pela avenida Maranhão, que margeia o rio Parnaíba e faz o limite entre Piauí e Maranhão: do outro lado, em Tirol, há a avenida Piauí. Uma fronteira muito interessante.






Separado do Maranhão por um rio

Avenida Maranhão

Perguntei do motorista do Uber: o bar é do Maranhão ou do Piauí? Ele respondeu: "dizem que é do Maranhão".


Chamei um Uber para seguir até o Parque Encontro da Águas, no bairro Olarias. O local é pequeno, mas bem aconchegante. Há barracas de venda de artesanato e lembranças, um restaurante na entrada e outro flutuante, bem disputado por quem quer ter uma vista privilegiada do encontro dos rios Poty e Parnaíba - sem contar o vento que alivia o calor piauiense. Almocei por ali mesmo (um prato bem servido de camarões) e saí do parque. Caminhei mais alguns metros e cheguei ao Pólo Cerâmico do Poty Velho, que atrai turistas à procura dos bonitos trabalhos feitos pelos artesãos locais em uma dezena de casas. Tem para todos os gostos, de pequenas lembranças a vasos enormes pintados com figuras rupestres.  Não resisti e fiz algumas compras, sem pensar no peso da bagagem no retorno.















Depois de uma catastrófica passagem pelo aeroporto de Teresina, onde fui tentar imprimir meu cartão de embarque mas a máquina estava fora de operação, voltei para a pousada para guardar as compras, descansar um pouco (o joelho de novo!) e depois seguir para o complexo turístico da Ponte Estaiada.

A ponte possui um mirante a quase 100 metros do solo, permitindo uma visão de 360 graus de toda Teresina. A entrada me custou apenas 3 reais, e o controle de subida e descida (só são permitidos dez minutos por grupo) é feito por meio de crachás com cores para cada grupo. O elevador é panorâmico, o que me deu um frio na barriga, como na subida que fiz ao Pão de Açúcar em 2014, no Rio de Janeiro. Na base do complexo há um espaço que deve funcionar como um bar (mas estava fechado ainda), e ao redor há uma área bosqueada para o lazer dos visitantes.


















Coincidentemente, na área do complexo estava tendo início a Parada da Diversidade, que traria Sandra de Sá como uma das atrações. As pessoas começavam a chegar aos poucos, e pareceu que seria muito divertido. Entretanto, com o (ele de novo!) joelho voltando a me incomodar, limitei-me a observar o movimento, tomar algumas cervejas e voltar para a pousada. Para não dar a noite como perdida, tomei no quarto algumas Petras (outro ótimo serviço da Pousada Executiva: bebidas à disposição do hóspede, uma boa ideia já que não há bares nas proximidades e o pagamento poderia ser feito no checkout).

Como no dia seguinte meu voo para Manaus só sairia às 17h40 (e saiu quase 20 minutos depois...), tive tempo de fazer meu último passeio no Centro Histórico, comprando mais algumas guloseimas (doces, claro) e conhecendo a Central de Artesanato Mestre Dezinho, um espaço muito bacana e cheio - mas muito cheio mesmo - de maravilhas para quem gosta de artesanato. E muitas lembranças também.

Ao sair da pousada rumo ao aeroporto Senador Petrônio Portela, deixei Teresina com vontade de ter ficado um pouco mais, da mesma forma que desejei ficar mais dois dias em São Luís, mais um em Barreirinhas e mais um em Parnaíba. Mas como uma primeira passagem, valeu muito a pena, principalmente para me convencer de que viajar sozinho é gratificante e muito gostoso! Agora essa experiência vai se repetir mais e mais vezes, e espero voltar ao Piauí e Maranhão daqui a um ano para poder preencher as lacunas que faltaram no Centro Histórico de São Luís, nos demais pontos dos Lençóis Maranhenses que não deu para conhecer, no Delta do Parnaíba e em Sete Cidades, além de outras belezas que o Piauí tem mas que não é devidamente divulgado.

Depois dessa experiência, só me resta dizer: até 2020, Maranhão e Piauí!!!!

Eis os contatos dessa última parada da viagem:

Expresso Guanabara - www.expressoguanabara.com.br

Pousada Executiva - (86) 99938-6252




sexta-feira, 13 de setembro de 2019

VIAGEM: De São Luís (MA) a Teresina (PI) em 13 dias – parte 3


Quando fiz minha penúltima viagem ao Ceará, em agosto do ano passado, conheci Camocim, logo depois de Jericoacoara e perto da fronteira com o Piauí, e bem perto de Parnaíba, cidade próxima à costa marítima piauiense da qual eu já vira muitas e bonitas fotos. Na ocasião, por motivos diversos, não pude conhecê-la (fica a pouco mais de duas horas de carro de Camocim), então deixei para essa ocasião do meu tour Maranhão-Piauí.

Ao planejar minha estadia na cidade, escolhi a hospedagem meio que “no chute”: não conhecia nada, só por fotografias, e como meu destino seguinte seria Teresina, por ônibus, optei pela Pousada Rharas, a mais próxima da rodoviária (a escolha acabou sendo perfeita, tanto que dei nota 10 para tudo dela no Booking). O passo seguinte seriam os passeios, mas aí veio o primeiro temor: ao contrário de São Luís e Barreirinhas, em Parnaíba o atendimento das agências deixa a desejar. Como sempre quero deixar tudo esquematizado e, se possível, pago, entrei em contato com duas delas por e-mail e Whatsapp. Apenas uma me retornou, a Clip Ecoturismo. A outra, que nem vale a pena citar o nome, solenemente ignorou tanto meus e-mails quanto minhas mensagens (que foram lidas) pelo Whatsapp. Encontrei outras agências mas com valores altíssimos, e acabei abrindo mão de um dos meus locais visados para passeio: o parque arqueológico de Sete Cidades. Vai ficar para a próxima ida ao Piauí.

Enfim, no dia 27 de agosto, o transfer da Taguatur Turismo me apanhou no Hotel Rio Preguiças (caras, que falta sinto de lá!) pela manhã, e após embarcarmos no ônibus pegamos a estrada rumo a Parnaíba durante quatro horas e meia, com uma pequena parada para esticar as pernas, usar banheiro, fazer lanche etc. Conversei com a guia já perto da cidade sobre passeios. Ela me falou que aquele grupo iria mais tarde para a revoada dos guarás, um espetáculo que ocorre na região. Mas no final das contas não havia como eu ser encaixado, pois precisaria fazer o check-in na pousada, enquanto o grupo seguiria para um restaurante de onde partiriam para o passeio. Em minha obsessão por cumprir o roteiro exatamente como planejei, essa mudança não “colou”. Decidi ficar na pousada (fui um dos primeiros), me instalar e ir atrás de almoço (eram pouco mais de 14h quando cheguei).

Outra dica sensacional da guia da Taguatur: não há Uber em Parnaíba, mas há um aplicativo de transporte semelhante, o Ubiz Car. Foi o que salvou a pátria durante minha estadia na cidade. E foi como conheci a Dulcy, a melhor e mais bacana motorista de Parnaíba!

Atravessando a ponte sobre o rio Parnaíba, que marca a fronteira entre Maranhão e Piauí
 As garotas que trabalham na pousada foram uns amores em me indicar tudo, até mesmo onde procurar passeios. Mas algo havia acontecido ainda em São Luís que esqueci de relatar: um dos puxadores de minha mala quebrou, e não havia como deixá-la segura nem substituí-la. Como já estava bem debilitada, decidi comprar outra, e por isso na mesma tarde de minha chegada fui ao Centro de Parnaíba comprar – já usando o Ubiz Car. Mas, antes, fui à Clip Ecoturismo e comprei logo o passeio para o dia seguinte: a revoada dos guarás, à tarde. Um detalhe interessante: perto da Clip ficava o escritório da outra agência que me ignorou. Resolvi ir até lá ver se tinha passeio para a sexta, dia 30, para o delta do rio Parnaíba (a Clip só tinha para o sábado, quando eu já estaria a caminho de Teresina). O atendente, um sujeito com tanta boa vontade quanto um bicho preguiça, disse que havia um previsto para esse dia, mas aguardavam fechar o número mínimo de turistas. Ele anotou meu número para avisar caso fechasse tudo (e garantiu que fecharia). Aí fui embora, já certo de que seria de novo ignorado. Lá vem spoiler: foi exatamente o que aconteceu.






















Foi a oportunidade para conhecer a parte histórica de Parnaíba: o Porto das Barcas, onde antigamente eram transportadas mercadorias pelos braços do rio Parnaíba, reúne a produção de artesanato local e a vida noturna da cidade, mas não pude conhecer muito porque a maior parte está em obras de revitalização (eu soube depois que houve uma enchente que afetou aquela área este ano, por isso os trabalhos demoraram, pois muito do que havia sido feito foi estragado pelo transbordamento do rio). Mas pude comprar artesanatos (sou fanático por isso), conhecer vários prédios antigos (outra paixão), a praça da igreja de Nossa Senhora da Graça (uma beleza!) e tentar atravessar a ponte (pela passarela para pedestres, claro) que leva até Ilha Grande, sobre o braço do rio Parnaíba, de onde saem alguns dos passeios. Tentei tirar fotos do meio da ponte, mas não consegui chegar até lá: a murada é muito baixa e eu fiquei com receio de ter vertigem e me estatelar no meio do rio. Já imaginaram o desastre?

Depois desse passeio e de comprar a mala, voltei para a pousada. No Centro todos os locais para almoço estavam fechados (passava das 15h30), então retornei na esperança de achar algo para beliscar. Para resumir, só consegui comer algo num churrasquinho perto da hospedagem, comida barata e muito deliciosa (voltei lá outra noite para repetir). E dei por encerrado o primeiro dia em Parnaíba.

A REVOADA DOS GUARÁS

No dia seguinte, 28, saí novamente de manhã para visitar outros locais, me aventurar pelo Centro fotografando mais prédios antigos e achei outro local de artesanato, muito bacana, no mercado municipal do bairro Fátima, terminando para fotos no letreiro de Parnaíba e na bela igreja matriz de São Sebastião (tenho fascínio por igrejas antigas). Depois do almoço, voltei à pousada e esperei me apanharem para o passeio da revoada dos guarás, às 15h.

O passeio começa com nosso embarque (eu e mais dois casais) no porto dos Tatus, em Ilha Grande, ao lado de Parnaíba. Dali fomos apreciando a paisagem dos igarapés (algo bem semelhante ao que temos aqui no Amazonas) e florestas até as dunas da Ilha do Morro do Meio, ponto para banho e, claro, mais fotos. Ficamos ali por 45 minutos, até o sol começar a baixar. Nosso guia, então, condutor da lancha, nos avisou que iríamos embarcar e ir até a frente da Ilha dos Guarás, onde as aves, dali a alguns minutos, começariam a chegar para seu repouso.

Quando o sol começa a se por, os guarás – aves de penas bem vermelhas – começam a chegar timidamente, depois em grupos cada vez maiores, até colorirem o céu e, depois, tingir o verde de sua ilha. É um espetáculo lindo demais! Segundo o guia, aquilo se repete todos os dias naquele horário, pois a ilha é um refúgio das aves contra predadores e seu ponto de descanso. No dia seguinte, ao amanhecer, todas iriam voar para diversas direções. Acho que fiz umas 200 fotos e vídeos com meu celular, mas um problema no aparelho acabou fazendo eu perder quase tudo, exceto as que eu havia compartilhado no Instagram e foram para a nuvem. Menos mal.















Ficamos cerca de 40 minutos apreciando o espetáculo. Depois chegou a hora de partir e voltar ao porto dos Tatus, e de lá para nossas pousadas. Excelente fim do segundo dia em Parnaíba!

LUIS CORREA E PEDRA DO SAL

Eu havia decidido ir na quinta-feira passar o dia em Luis Correa, cidade litorânea a cerca de 30 minutos de ônibus de Parnaíba. Ao comentar meu plano com as recepcionistas da pousada (esses anjos!), elas me deram a dica: ir de Ubiz Car até a cidade, dando como destino a praia de Atalaia, e acertar com o motorista o retorno. E foi assim que conheci a Dulcy, que pegou meu chamado.

Ela me levou até a praia de Atalaia, e no caminho fomos conversando e ela já me dando dicas de onde ficar e o que conhecer. Fiquei no Carlitu´s, um dos melhores restaurantes da praia de Atalaia, e ela ficou de me apanhar às 14h para o novo destino indicado por ela: praia da Pedra do Sal!








Fiquei encantado com Atalaia! A praia é imensa, e felizmente, dado o período de baixa estação, havia poucas pessoas. Senti como se fosse um lugar apenas meu, onde pude deitar na areia e apreciar o céu, deixar minhas coisas na areia sem me preocupar com algum passante “distraído”, e comer uma comida deliciosa e de preço acessível (mas naquele esquema do petisco mais guarnição. Ali também a ganância não deixa fazerem pratos do cardápio para uma pessoa para não receberem metade do valor. Triste…).

Pelo que conheci de Luis Correa, a cidade tem um grande potencial ainda não aproveitado por ter uma parte do pequeno litoral do Piauí. Ela precisa de mais obras de infraestrutura, pois muitos dos bares da orla estão com aparência de abandono. Isso sem falar na falta de divulgação de tanto potencial.

Depois de muito aproveitar e me esbaldar, avisei Dulcy que estava pronto e ela já estava a caminho! Dali ela me deixou na praia da Pedra do Sal. Essa viagem demorou bem mais (acho que quase uma hora) pois ela fez questão de me mostrar outro local para onde ir no dia seguinte, caso a agência estúpida não me informasse nada sobre o passeio ao delta (e já sabem que não rolou mesmo): a lagoa do Portinho. Já chegaremos lá.

Na praia da Pedra do Sal, o cenário é lindo! Há uma enseada onde os pescadores trabalham, vários bares (nesse dia a maior parte estava fechada), uma praia de mar bem revolto (até tomei muito cuidado e não me demorei na água por conta disso) e as pedras que tornam o espetáculo maior: é lá que as ondas quebram com força quando a maré sobe e onde ficam os depósitos de sal quando a água acumulada evapora (daí o nome do lugar).









Quando deu 17h Dulcy foi me buscar (deu até para tomar duas Petras antes do horário combinado) e voltei para a pousada. A comida da noite foi iFood, onde descobri a Paulista Mega Burger, nova na cidade com hambúrgueres artesanais deliciosos! Foi meu jantar nas duas últimas noites em Parnaíba!

LAGOA DO PORTINHO

Na sexta-feira, 30, já conformado por ter sido ignorado pela agência escrota, esperei Dulcy para ir à Lagoa do Portinho. Há uma lenda sobre o local, segundo a qual o lago seria resultado das lágrimas de uma indígena que perdera seu amado e desaparecera na noite. No lugar há um restaurante, o restaurante do Luís, onde também há chalés para hospedagem.

A lagoa é um local tranquilo, e os preços do restaurante são bem justos. Fiquei lá quase a tarde toda, entrando na água tranquila, explorando as dunas onde encontrei outros lagos menores e registrando tudo em fotografias, claro.
















E assim terminou minha passagem por Parnaíba! Mesmo não seguindo o plano original (por conta da falta de tato da tal agência), tudo deu muito certo graças à Dulcy, com suas dicas e sua disposição em ser minha guia! Claro que a procurarei quando retornar lá ano que vem!!

Na manhã seguinte, ela me deixou na rodoviária. Começaria ali minha última etapa da viagem, rumo a Teresina. Até a próxima postagem!

Se ficou interessado em conhecer Parnaíba, ficam as dicas:

- para os passeios no delta, eles são oferecidos também em Barreirinhas, eu descobri. Vale fazer uma comparação de preços. Mas para outros passeios em Parnaíba, procurem a Clip Ecoturismo. Ignorem a outra (logo irão saber qual).
- Pousada Rharas (um pouco distante do Centro, mas numa área tranquila do bairro Rodoviária) – (86) 3323-0380 / 99983-1285, e-mail pousadarharas@hotmail.com, ou pode procurar no Booking

- Paulista Mega Burger – procurem seu instagram @paulistamega

- Dulcy Linhares, motorista do Ubiz Car – instagram @dulcylinhares. Whatsapp (86) 99407-8500
- Clip Ecoturismo – (86) 99978-5358

Dulcy, a motorista número UM de Parnaíba!!! Uma importante contribuição para minha passagem por Parnaíba

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